sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tony Ramos chama-se Antonio de Carvalho Barbosa

  São Paulo, com seus familiares e foram morar na cidade de Ourinhos. Aí sua mãe começou a lecionar, e foi por isso, para poder melhorar de posição, que resolveu vir com a família para a capital paulista. E foi aqui que Tony assistiu pela primeira vez a televisão, e se encantou com ela. Começou também a desabrochar intelectualmente, a ler Cervantes, Monteiro Lobato, etc. A televisão, porém, o atraiu demais. Havia nela, na TV Tupi, um programa que se chamava “Novos em foco”. Tony pensou: “Tem lugar para mim”. E sozinho, dirigiu-se aos estúdios da televisão, onde foi recebido por Ribeiro Filho. Ganhou um texto, e o direito de se apresentar no “Novos em foco”. Estava com 15 para 16 anos. Daí a passar para o teatro, foi um pulo. Seu primeiro papel foi de um garoto, filho de Vida Alves e Juca de Oliveira, na novela: “A outra”. Ninguém imaginava, porém, que estava ali sendo dado início a uma das mais fulgurantes carreiras da televisão brasileira. Na própria TV Tupi apareceu nas novelas: “Irmãos Corsos”, “O amor tem cara de mulher”, “Os rebeldes” , “As bruxas” , “Vitória Bonelli”, “A viagem” , “Os inocentes”. Participou também de projetos especiais, como: “Galileu Galilei” e outros. Da Tupi Tony Ramos passou direto para a TV Globo, de onde jamais saiu. Era o ano de 1977. A primeira novela que participou na nova emissora, foi “Espelho Mágico”. Depois, “O Astro”, “Pai Heroi”, “Chega Mais”, “Baila Comigo”, “Champagne”, “Livre para Voar”, “Selva de Pedra”, “Bebê à bordo”, “A próxima vítima”, “Anjo de mim”, e outras. Fez também miniséries da maior importância, como “Grandes Sertões, Veredas”, inspirado no livro de Guimarães Rosa, e com grande direção de Walter Avancini, que o considerou magistral. Aliás, todos os diretores e autores, com os quais trabalhou, teceram sobre ele, os maiores elogios. E estes foram muio importantes, como: Ivani Ribeiro, Janete Clair, Walter Negrão, Walter George Durst, e muitos outros. Tony, sempre elogiado, sempre cotado, sempre prestigiado. Como prestigiado foi em teatro, nas várias vezes em que atuou. Fez: “Quando as máquinas param”, “Pequenos assassinatos”, “Grito de liberdade”. Fez ainda, com muito sucesso, um musical em que cantava e dançava, sobre a direção de Abelardo Figueiredo, que adorou Tony Ramos. Trabalhou também em cinema, nos filmes: “O pequeno mundo de Marcos”, “Os diabólicos herdeiros”, “Pequeno dicionário amoroso”, “Noites de verão”, e outros. Vale ainda lembrar sua faceta de apresentador dentro de TV Globo. O que, porém, é digno de registro na carreira de Tony, é o conceito que adquiriu, quer junto ao público, como e principalmente junto aos colegas. Todos o elogiam, todos o querem junto. Para ele sempre só palavras boas. Houve época em que o ator chegava a ficar “sem graça”, tal o acumulo de elogios, dentre os quais o de “bonzinho”. Tony, porém, com humildade diz: “Deu certo. Quer a minha vida profissional, como pessoal, deu certo. Deus quis assim. E de minha parte, só o que fiz, foi respeitar o trabalho, respeitar o próximo e, sobretudo, respeitar a Deus. Não sou um homem preconceituoso, não sou desleal, não sou indiscreto. Apresento-me por inteiro. Sou um homem que adora a vida e que diz a si próprio: Viver vale a pena. E como vale ! ”. Emocionado, sincero, bonito, esse foi Tony Ramos, ao dar seu depoimento ao Museu da Televisão Brasileira. Tony é um homem que engrandece, a quem com ele convive. Casado com Lydiane há 30 anos, esse é Tony Ramos, um homem “cheio de luz”.

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